VICELAND HOJE - 06/2011



UM MISSIVA VINDA DA GRÉCIA

30/06/2011



Não estamos a tentar ser condescendentes, mas, só para o caso de ainda não saberem, os habitantes da Grécia estão a passar uma fase muito complicada. Isso deve-se ao facto do país estar extremamente pobre e prestes a cair nas garras do FMI (um pouco como nós). Um os nossos amigos esteve lá a protestar anteontem e enviou-nos estas fotografias e texto.

Na Terça-feira acordei, como de costume, por volta das 8:30 da manhã para terminar alguns sketches para o trabalho. Às 10:30, fui para Syntagma Square. A greve nacional de 48 horas estava prestes a começar e, passado meia hora de ter chegado, a praça—que se tinha tornado num local de encontro para todos os gregos descontentes—estava já estava cheia. Cheia de gente dos sindicatos, toxicodependentes, estudantes militantes, polícia e outras pessoas que podem ou não ter sido contratadas pela polícia para rachar a cabeça aos manifestantes.


No entanto, na sua maioria, estava cheio de Indignados: pessoas normais. Não é todos os dias que é atribuído a pessoas ditas normais uma alcunha quase mística. Também não é todos os dias que essas pessoas estão dispostas a unir-se por uma causa, especialmente por uma causa que foi lançada inicialmente pelos espanhóis. Sem dúvida que existirão pessoas dispostas a acreditar que isto poderá significar o início de um Primavera europeia, mas eu não tenho tanta certeza disso.


Há mais de um mês que os Indignados têm estado acampados na Praça Syntagma e, à medida que o tempo os ia desgastando, o espírito de resistência amainou. Segunda-feira foi um dia extremamente calmo, mas, tendo em conta tudo aquilo que aconteceu desde então, foi realmente a prova viva de que a expressão “calma antes da tempestade” tem uma razão de ser.


Não demorou muito até a polícia começar a mandar as primeiras bombas de gás lacrimogéneo na nossa direcção. Apareceram do nada e, rapidamente, causaram um reboliço enorme. A multidão ficou louca. É sempre assim. Sei de fonte segura que, anteontem, a polícia tinha ordens para dispersar a multidão a qualquer custo, porque, quando nos começaram a atacar, fizeram-no extremamente rápido.


Francamente, neste momento, já nem ficava surpreso se alguém tivesse morrido. Até se ouvia rumores de que a polícia tinha contratado organizações que andavam vestidos à paisana e lutavam contra os manifestantes com armas que eles não podem usar. Agora, a polícia grega opera autonomamente: cortaram todos os laços com o Ministério da Ordem Pública. Fazem o que bem lhes apetece.



Anteontem, estava na rua Vasilissis Sofias e, de repente, a estrada foi invadida por um bando de motas policiais. Deviam ser cerca de 500, todas a vir na nossa direcção. Quem visse aquilo até podia pensar que estava a acontecer um golpe de estado.


Depois disso, veio o caos. Para todo o lado onde olhasse, havia pequenos de grupos de pessoas à luta, a atirar pedras, a partir janelas e tudo o que lhes aparecesse à frente. Como testemunha, não conseguia distinguir uns dos outros, mas existem certas caras que vejo constantemente. Em certas alturas, a polícia e os protestantes já parecia tratar-se por tu e, sempre que os mais revoltados da multidão ou dos Indignados partiam alguma coisa, faziam-no de forma relativamente controlada. Era como se estivesse a desenrolar um estranho teatro nas ruas de Atenas, explorando temas como a frustração humana, a natureza da farsa e o sabor horrível do gás lacrimogéneo.


Em Atenas, as pessoas andam sempre a fazer piços uns aos outros, a insultar-se e a correr de um lado para o outro, feitos lunáticos, com a cara tapada com máscaras feitas em casa. O que mais me surpreendeu foi a forma como os fotógrafos se tornaram durões. Há uns meses atrás, nem se atreviam a aproximar-se dos protestos, mas agora vão mesmo até ao centro dos conflitos, com pedras e bombas de gás lacrimogéneo a chover em cima deles. As pedras são a cena mais lixada de tudo—nem sequer são pedras, são mais calhaus gigantes. Se olhássemos para o chão nas ruas Filellinon e Amalias, parecia que estávamos em cima de areia da praia.


Às 7 da tarde, as revoltas tinham parado e a multidão tinha-se começado a reunir novamente na praça. Desta vez, era composta por famílias que tinham vindo assistir a um concerto. Porém, não houve concerto nenhum. Uma hora depois dos conflitos terem acalmado, quando começava a soar uma voz vinda das colunas chamando as pessoas para virem ouvir a música—tocada por bandas de rock gregas dos anos 80 e 90, como os Tiger Lilies, os Vangelis Germanos e o Vasilis Papakonstantinou—a polícia iniciou mais um bombardeamento de gás lacrimogéneo. A multidão dispersou e, desta vez, não houve violência.


Por volta das 10 da noite, as pessoas começaram a regressar à praça. Não consegui dormir na Terça à noite—acho que ainda estava carregado de adrenalina—e, enquanto escrevo este relato, tenho a certeza que amanhã também será um dia cheio de confusão. Estamos quase em Julho e aquelas pessoas já estão acampadas na praça há 35 dias.

TEXTO: STUPID GREG
FOTOGRAFIAS: ACROPOLIS NOW

Ontem, o parlamento grego aprovou o novo plano de austeridade com 155 votos contra 138. Se hoje uma segunda votação—destinada a reformar as leis que, actualmente, previnem que as novas medidas de austeridade sejam implementadas—for aprovada, o empréstimo de 98 mil milhões de dólares da União Europeia e do FMI dará à Grécia mais seis meses para recuperar a sua economia ou, então, cair na bancarrota.

O opinião geral parece indicar que a segunda opção é a mais plausível, algo que não irá contribuir para a popularidade de um governo que já está numa fase de cortar os salários da função pública e as pensões e a tentar implantar um IVA ainda mais alto numa população que, de momento, experiencia uma taxa de desemprego de 16%.


EPICLY LATER’D: RICKY OYOLA

30/06/2011




Nesta primeira parte da tão esperada série do Ricky Oyola, ficámos a saber a história por trás dos seus trucks Z Rollers e tivemos a oportunidade de conhecer o seu mentor, Roger Browne.


AS MIÚDAS ADORAM IR À PESCA

30/06/2011


Ao folhear as páginas de uma revista de pesca na sala de espera de um consultório médico na Dinamarca, descobri, por acaso, um género inexplorado de pornografia softcore anfíbia. Todas estas fotografias foram tiradas por Olivier Portrat, fotógrafo alemão e jornalista de pesca desportiva. Assim que vi estas playmates da pesca, entrei imediatamente em contacto com a revista e eles deram-me o email do fotógrafo. Enviei-lhe umas quantas mensagens, mas ele nunca me contactou de volta. Parece que as minhas perguntas (sobre acessórios e logística, claro) ficarão para sempre sem resposta.

FOTOGRAFIAS POR OLIVIER PORTRAT




















BLACK LIPS: DESTINADOS À BARAFUNDA

30/06/2011



Todas as estradas dos Black Lips vão dar a uma cidade chamada barafunda. E outra coisa não seria de esperar de uma banda que tem virado de pantanas as salas por onde passa, nas constantes digressões dos últimos dez anos. Portugal também já conheceu esse privilégio. Os Black Lips tocaram dentro de um barco, no Porto, e a tensão cresceu até que o concerto acabasse com tudo à chapada. Os mesmos quatro putos de Atlanta tocaram um ano e tal mais tarde, na Caixa Económica Operária, de Lisboa, e existiam pessoas a roçar-se nos postes, ao som das guitarras, e rapazes e raparigas a conviver num W.C. supostamente feminino. A inevitável barafunda decorre depois, quando o guitarrista Ian Saint Pé (todo bêbado e com os dentes cheios de ouro) decide meter-se com a namorada (boa, por sinal) de um dos gajos presentes no bar da carismática sala. Os Black Lips costumam ser não só a garantia de um excelente concerto como os principais instigadores de uma noite inesquecível pela quantidade de barafunda.

Para melhor entender o charme dos Black Lips será bom recordar que o embaraço de alguém mijar nas calças depende sempre da companhia nessa altura. Em certas noites, uma nódoa amarelada dá alma à festa e vale duas ou três piadas com graça. O rock deixa sempre as preocupações e o pudor para o dia seguinte (também é pela manhã que o Spud vê a merda que fez na noite anterior). Serve isso para explicar que um novo disco dos Black Lips é sempre um prazer genuíno para quem estiver mais disposto a chafurdar.


Toda esta glorificação da porcalhice ainda faz sentido para apresentar os Black Lips, mesmo que o novo Arabia Mountain seja um disco muito mais polido que o anterior 200 Million Thousand (o meu disco favorito de 2009). Diz-se por aí que a culpa do som mais saneado será do produtor Mark Ronson. E é verdade que as guitarras estão mais definidas em vez de emaranhadas naquele tufo lo-fi que é característico da banda. Mas o mais importante será verificar que, independentemente dos meios, os Black Lips continuam a chegar a canções estupidamente eficazes: “Spidey’s Curse” é uma elegia como o Homem-Aranha não conhecia até hoje, enquanto “Raw Meat” demonstra como ainda é possível equilibrar duas das melhores bandas punk que o mundo conheceu—os Ramones, claro, e as suíças LiLiPUT / Kleenex.

Os Black Lips, de Arabia Mountain, confirmam assim o vigor de quem não teme lançar álbuns com mais de doze músicas, mesmo que os tempos agora pertençam a discos com seis ou sete grandes temas. Canções com dois ou três minutos representam sempre pouca ou nenhuma pretensão. Não existe por aqui um grande golpe artístico ou conceito para provocar debates online, em que cada um tenta ser mais esperto que o outro. Os Black Lips estão muito mais preocupados em manter a tradição de “um riff e força”, sem esquecer a habitual faixa de Halloween (“You Keep on Running”) e os momentos fora do baralho (“Mad Dog” tem um saxofone fatal). E tudo isto faz com que continuem a ser heróis que sabem bem como a vaga estupidez é um dos ingredientes mais necessários no rock. Será possível haver um disco mais adequado para curtir a silly season?



Black Lips, Arabia Mountain (2011 – distribuição In the Red)


POR MIGUEL ARSÉNIO


PUTOS TODOS LIXADOS

30/06/2011


FOTOGRAFIA POR DAVID RICHARDSON
STYLING POR ASTRID DIAZ
MODELO: MALTHE LUND MADSEN (Elite Models)

Casaco vintage, calças Levi’s, cinto Ann Demeulemeester, botas Dr. Martens;

Casaco Levi’s, camisola TOPMAN, casaco de malha Christian Dior vintage, calças TOPMAN, ténis adidas;

Casaco Levi’s, calças Diesel, ténis adidas, boné vintage;

Gabardine vintage;

Gabardine vintage, t-shirt TOPMAN, chapéu vintage;

Casaco vintage, blazer Zara, calças de pijama Calvin Klein, botas Dr. Martens, cachecol AllSaints, coroa e óculos de sol vintage;


OS KYUSS VIERAM E DEIXARAM-NOS NO DESERTO

29/06/2011


O nosso editor de música deu um saltinho a Almada para ver os Kyuss e nos relatar como foi. Mas não se admirem de ver fotos dum concerto no Hard Club num texto que fala de um no Incrível Almadense. Por muito que adoremos o Manuel, temos de admitir que ele é muito melhor a escrever do que a fotografar. As fotografias que nos enviou estavam, bem… estavam espectaculares, mas ao contrário. Por sorte, o nosso colaborador e amigo José Ferreira fotografou o concerto deles no Porto, senão não havia imagens de Kyuss para ninguém.


Existem bastantes maneiras de encarar um concerto dependendo das expectativas e motivação. Tens aquele concerto em que cais de pára-quedas e apanhas um soco de estômago, tanto por surpresa como por desnorte. Daí para a frente podes ser fanboy ou não, mas aquele momento torna-se especial. Depois, tens aqueles que não aquecem nem arrefecem. O pessoal cria grande frenesim, o hype está montado mas a banda acaba por se revelar uma grande merda. Acontece com frequência até porque, quantas mais gigs vais acrescentando ao currículo, mais exigente ficas. E depois, tens aquelas mega-expectativas à volta da tua banda sonho que te concedem múltiplos orgasmos ou uma terrível desilusão de “encher a cara” de copos.


Os Kyuss são uma daquelas bandas de sonho, mas a verdade é que fui para Almada com uma tranquilidade atípica. Talvez os cenários já estivessem escancarados com antecedência, o falatório já vinha longo, ou não estivesse eu cansado de ouvir oráculos de Bellini. Mas, de repente, o vazio de construções mentais e a despreocupação quanto à setlist, invadiu o meu estado. Estamos a falar de uma das bandas mais importantes dos anos 90, que definiu realmente aquilo que se ouviria nos anos vindouros. Não só estilisticamente, mas como fundação musical. Na era do “video killed the radio star”, o quarteto de Palm Springs era a bússola do undergound. A canção, a atitude e a lealdade a essa atitude. O concerto foi etéreo, perturbante e não foi ali. Os velhos espíritos das tribos índias apoderaram-se daquele lugar. Se fechasse os olhos, estava no Novo México, numa daquelas bombas de gasolina empoeiradas a dropar tequillas e a mascar peyotes na berma da estrada. O ar estava irrespirável, o calor fazia-se sentir pelo bafo quente do público enlatado que não demorou a dar a resposta definitiva. Sim, queria estar ali. Pior, sem cerveja. Velhos defensores dos clássicos, fãs introduzidos pelos Queens of the Stone Age, cépticos pela garganta do Garcia ou pelo peso da guitarra do Josh Homme, todos estavam ali para cascar ou contar aos netos. Inclino-me para a segunda opção.


“Gardenia” desvendou o segredo. “One blow till I take ya down (I’ll take ya down), One spoke and your head spins around and around”, medicava o nosso balofo favorito. De um lado, Nick Oliveri, o gajo que foi expulso dos QOTSA porque não deixava dormir o líder. Do outro o belga, Bruno Fevery, com a petulância de carregar a cruz deste último. Na retaguarda, o eterno Brant Byork. A partir daí, só ecoava o rock mescalero com o heavy fuzz destes muchachos a vaguear pelo deserto, à procura de mais mescalina. A definição de rock drogado nunca fez tanto sentido. A aceitação desse estigma nunca foi tão pacificamente aceite. Guiaram-se pela “Thumb”, “One Inch Man”, “El Rodeo”, como podiam preferir, quais reis de um espaço cósmico, a “Demon Cleaner “ ou a “Thong Song”. É isso que faz dos Kyuss especiais e que ultrapassa o próprio line up da banda. As canções são maiores que eles próprios. As canções respiram sozinhas com a ajuda daquela voz sobre-humana do Johnny “boss” Garcia. Que na “Whitewater” bem deu esperanças aos tímidos e trémulos guinchos do público no refrão, para depois dar a estocada final ao abafar um Incrível Almadense a abarrotar de gente. Digam-me que ele está velho, em má forma, com as cordas vocais gastas. Digam-me essas tretas todas. Mas ponham alguém a fazer aquilo que ele faz… pois, desencorajei-vos não foi?


POR MANUEL FERNANDES
FOTOGRAFIAS POR JOSÉ FERREIRA (do concerto no Hard Club, Porto)


CONHEÇAM O SQUAREPUSHER

29/06/2011




Tom Jenkinson, mais conhecido por Squarepusher, adora captar o “som da informação” e absorver o ambiente sónico que o rodeia em termos de números e sequências. Neste vídeo, Tom fala sobre as colaborações bem sucedidas com o baterista Alex Thomas depois de vários anos a trabalhar a solo, sobre como os efeitos visuais complementam a sua música e sobre as mais recentes aventuras em que decidiu começar a programar o seu próprio software de música.


CISNE PRETO, CISNE BRANCO

29/06/2011


Nasceu Liliana, mas apresenta-se ao mundo como Lola. Vivia no Porto, mas acabou por rumar mais para norte, para a grande Londres, onde agora estuda. Alimenta-se de música, de livros russos, dos filmes de Goddard e da sua fixação por corpos nus. Percam-se por uns segundos nas fotografias de Lola Swan.


FOTOGRAFIAS POR LOLA SWAN





















E SE OS PRIMATAS ESTIVEREM A FICAR MAIS INTELIGENTES QUE NÓS?

29/06/2011




Os humanos testam imensas cenas nos primatas. Uma das razões pelas quais o fazemos é para obtermos uma melhor ideia de como iria ser a nossa reacção a experiências por vezes absurdas, como ser lançados para o espaço sideral ou contaminados com doenças infecciosas. Apesar de ambos os casos parecerem hilariantes, se tivesse de dar a minha opinião, provavelmente diria que não dá para forçar um primata a fazer alguma coisa durante muito tempo, antes de chegar a uma fase em que o bicho desata a comer os nossos Xanax e ataca a cara de um amigo nosso.

No final de contas, as instâncias em que os humanos se meteram com outras espécies de animais, seja pela ciência ou pela diversão, devem ser encaradas como um aviso para situações futuras. É precisamente essa a ideia por trás do próximo filme da Twentieth Century Fox, em que o James Franco vai entrar, o The Rise of the Planet of the Apes. É isso mesmo. Não estou a fazer nenhuma experiência com vocês, o nome do filme tem mesmo dois “of the’s”. Tive a oportunidade de ler estas palavras vezes sem conta no início deste mês, quando fui convidado pela Twentieth Century Fox a assistir a uma “conferência” sobre o filme, onde pude ficar a saber mais sobre todo o tipo de experiências com animais.

Mas vamos ao que interessa: Este filme não é o mui retro La Planète des singes. The Rise of the Planet of the Apes não é um remake. Nem sequer é uma prequela. É o início de uma nova série de filmes sobre macacos e planetas, que vai beber inspiração à série original, onde o Charlton Heston é mais macho que um bulldozer movido a chop suey americano.

De forma a conseguir um filme mais “autêntico”, a Fox recrutou o realizador Rupert Wyatt e a empresa de efeitos visuais que pertence a Peter Jackson, a WETA Digital—os génios que magicaram os efeitos especiais alucinantes em Avatar e na trilogia Senhor dos Anéis—para criar a revolução primata mais credível de sempre.

Se quiserem que o incrível pareça credível, os gajos da WETA Digital são os lunáticos indicados isso. Mas se quiserem que o incrível se *torne* credível, basta recorrer ao YouTube—o grande bastião dos vídeos “difíceis de acreditar”. Não há um minuto que passe em que não venha alguém questionar a veracidade de certo vídeo no YouTube (ou que não se faça upload de um vídeo que é claramente falso). Para além disso, existe muito boa gentinha que assume automaticamente que um vídeo é verdadeiro só porque aparece no YouTube. Isso é tipo as pessoas acreditarem que a adaptação que o Orson Welles fez da Guerra dos Mundos era verdadeira só porque deu na rádio. E, só para clarificar, isto aconteceu realmente. Até punha aqui o link para a Wikipedia, mas não me apetece.

De qualquer das maneiras, a Fox quer que o filme seja o mais real possível, por isso levaram a cabo “vastas pesquisas” para encontrar “provas” de que os primatas estão a ficar mais inteligentes e que existem motivos sólidos para acreditar que a narrativa ficcional do Rise of the Planet of the Apes poderá vir a acontecer realmente, se não nos precavermos.

As tais pesquisas incluíam alguns dos vídeos que se seguem. Vou admitir que são bastante interessantes, mas deixo desde já um aviso: conhecendo a inconstância da internet e o interesse dos executivos pelo marketing viral, é bem possível que estes vídeos sejam completamente falsos e eu não quero ser responsável por vos fazer acreditar numa mentira. Mas tenho a dizer que, em termos de publicidade, é uma ideia bastante inteligente.

Bom trabalho, macacos.

Aqui está um chimpanzé a conseguir um resultado mais alto num teste de inteligência do que um humano.

Aqui está um gorila a andar como um humano.

Aqui está um chimpanzé a jogar um videojogo (que é a única cena que acredito que um macaco consiga fazer melhor que eu)


POR SEAN YEATON


PERNAS PARA QUE TE QUERO

29/06/2011


As pernas são uma daquelas aspectos comuns a todas as mulheres (e homens, vá), independentemente da sua raça, credo ou filiação política. No entanto, é muito raro encontrar uma série de fotografias dedicada exclusivamente aos membros que nos fazem andar (a menos que sejam fotografias extremamente pervertidas). Aqui ficam algumas fotografias de pernas.

FOTOGRAFIA POR TODD FISHER