VICELAND HOJE - 04/2010



O GUIA VICE PARA A DESINTOXICAÇÃO

30/04/2010



detox


Um bom centro de reabilitação é essencialmente como uma comunidade anarco-socialista que segue apenas uma regra: não ficar pedrado. Não há polícias, burocratas e quadradões a chatearem-te sobre a forma como conduzes a tua máquina. Lá, as pessoas vêm de todas as classes e estratos sociais. Há médicos (eu própria recomendei o meu dentista para uma desintoxicação), escumalhas patéticos, melhores amigos, agentes policiais, condutores bêbados que atropelam bebés – todos a partilhar e a cuidar uns dos outros como se fossem uma família grande, feliz e necessitada.
Muitas pessoas ficam enojadas com desintoxicações. Não aguentam a exagerada simpatia, digna de um culto, e a parte onde supostamente falamos sobre os nossos sentimentos, mas qual é mais saudável: o culto da recuperação ou o culto da Coors com o seu lema “bebe seis de nós por noite e consegues foder umas gémeas”?
Nem toda a gente precisa de ir para uma clínica de desintoxicação. Muitos viciados simplesmente param e conseguem manter-se sóbrios para sempre. Não sou uma dessas pessoas. Se não fosse uma desintoxicação estaria num sítio muito, muito, muito, muito mau. Faz-te lembrar alguém, tu?


Programas para adolescentes: São um desperdício de tempo. É suposto os adolescentes terem mentalidades fodidas. Na verdade, as drogas vão provavelmente impedi-los de cometerem o suicídio. Força com elas. O meu amigo John foi preso por fazer graffiti quando estava no décimo ano e nunca tinha consumido drogas antes disso. Os advogados acharam por bem dizer ao juiz que ele estava “sob a influência” quando escreveu o seu nickname na parede, de forma a safá-lo mais facilmente. Acabou por ficar dois meses em South Oaks a fazer reabilitação com um monte de drogados adolescentes – todos eles descrevendo as drogas de forma tão romântica que quando finalmente saiu, não aguentou até ter nas suas mãos PCP e metanfetamina. John nunca acabou o liceu. Não faço ideia onde estará agora.

Aborrecimento: Não há nada para fazer num centro de reabilitação. É assim que é e continua a ser assim por alguma razão. O aborrecimento leva-te à participação e, quanto mais te envolves, mais aprendes sobre a sobriedade. A maior parte dos viciados estão socialmente fodidos ao extremo e mal conseguem ter uma conversa, muito menos uma amizade ou uma relação amorosa. O aborrecimento ajuda-te a sair do quarto e a fazer amigos. Isso ou ficar especado a olhar por um buraco na parede do teu quarto.
Um dia típico numa desintoxicação consiste em comer, reuniões dos AA/NA, comer outra vez, terapia de grupo, fumar, comer mais, mais AA/NA, fumar e comer, e dormir. Ter atracções por pessoas feias é outra actividade (sobre isso falo mais à frente).

Cafeína: Não é permitido café em desintoxicações, mas está sempre disponível como contrabando. Torna-se uma forma de moeda de troca entre os pacientes. Se estás em maus lençóis com a miúda que te arranja o café, os teus amigos largam-te porque são viciados e apenas te conhecem há uma semana e, bem, o café nunca os deixou ficar mal, portanto… desculpa lá…

Morte: Contrária à opinião pública, apenas duas substâncias causam morte por abstinência: drogas receitadas e álcool. Alcoólicos têm delirium tremens ou DTs. Muitos médicos imbecis consideram isso um mito, mas os DTs são muito reais e causam alucinações (daquelas más), convulsões e podem levar a enfartes. Essa é a parte do delírio. A parte dos tremores é porque as tuas mãos tremem quando és um bêbado. Os DTs fazem-me sempre lembrar o pai do Huck Finn.

Abstinência de comprimidos é mais agressiva, pois estes são sintéticos e concebidos para foder quimicamente o cérebro, e o tratamento de abstinência envolve ainda mais comprimidos, portanto tens dois gangs de químicos tentando arrancar-te os braços fora em diferentes direcções.

As desintoxicações conseguem tratar eficientemente um viciado em comprimidos, mas vais sofrer de micoses e terás o sistema imunitário fraco durante uns tempos. E queridos viciados em comprimidos: não digam que não têm dinheiro para ir. Tiveram dez médicos por toda a cidade a passarem-vos receitas, por isso acho que conseguem arranjar uma maneira…

Desiquilíbrios alimentares: Estes andam de mãos dadas com o vício em drogas, como dois amigos que se influenciam negativamente um ao outro. É por isso que geralmente se tratam nos mesmos sítios (é também uma forma mais barata das seguradoras colocarem as doenças no mesmo saco). Numa desintoxicação, referimo-los como os “Duplos Vencedores”, mas na vida real, não o são. Muito provavelmente porque são sempre gordos perdedores. O que me leva a…

Comida: Nos últimos oito anos tens substituído as tuas refeições por vinho tinto e, agora que paraste, adivinha? Estás a morrer de fome. Até comias um cavalo.

Os drogados não comem nada no início, porque estão demasiado enjoados, mas quando conseguem engolir alguma coisa, tendem a desenvolver OUTRA doença, o “chocoolismo”. (Estou tão contente por isto não ser uma piada.) Talvez isto aconteça porque o chocolate cria endorfinas que vão para o teu cérebro e activam a sensação de prazer.

Ah, e outra coisa são os peidos. Toda a gente se peida constantemente numa desintoxicação. As pessoas peidam-se tanto que os peidos até têm conversas uns com os outros. Têm a sua própria sociedade underground e as suas próprias regras. Alguns peidos até se odeiam.

Jogo: Completamente proibido. Mesmo que digas qualquer coisa tipo, “aposto que vai chover amanhã,” podes ser expulso. Estava a brincar, mas agora a sério, não podes apostar nada. O jogo é super viciante. Conheci um miúdo mesmo viciado no jogo. Ele disse-me que gostava de perder. Sentia-se mesmo bem quando perdia. Estranho, não é? Nada de jogo.

Laca: Proibida em centros de tratamento. A laca para o cabelo contém cerca de 77 por cento de álcool, o suficiente para causar os delirium tremens.

Gelo: Uma das minhas histórias favoritas é a de um tipo que era viciado em “gelo”. Ele chamava-lhe gelo porque tinha cerca de 50 anos e era um completo anormal. (É só speed, meu.)

Era um advogado de pessoas ligadas ao entretenimento em LA e nunca tinha experimentado drogas em toda a sua vida, nem mesmo nos anos 60 (porque estava numa faculdade de Direito). Representava um grupo de pessoas super famosas e sentia-se realmente protegido por todos os judeus poderosos de LA. Depois numa noite, conheceu a sua rapariga de sonho. “Ela era linda, uma artista. Bem, considerava-se uma artista, mas o resto das pessoas chamava-lhe stripper…” De qualquer forma, ela apresentou-o ao “gelo” e antes que ele desse conta, estava a arrancar o gesso das paredes do Four Seasons, convencido de que estava sob escuta. Meteu a mobília toda em frente à porta, até a cama, e colou sacos do lixo e papel de alumínio nas janelas. Quando os amigos finalmente o encontraram, estava a desfazer o mini-frigorífico, pensando que um saco de speed tinha caído atrás dele acidentalmente. Contou esta história no segundo dia na clínica. No dia seguinte já lá não estava.

Fatos de treino Juicy Couture: Sim, isso mesmo. Juicy. Tragam mais do que um, foram feitos para os dias de desintoxicação. Os japoneses, sem noção nenhuma, usam-nos para ir ao supermercado, as mulheres nos seus 50 compram-nos em caxemira, e as esposas de mafiosos arranjam daqueles que dizem “New Jersey” no rabo. Todos os supracitados são completamente inapropriados no mundo real. Até as miúdas do gueto a tentar parecer a J. Lo… não. Todos vocês parecem preguiçosos desleixados e gordos mortinhos por levar no cu. No entanto, tragam uma mala cheia deles para a clínica, Vão parecer e sentir-se como uma rainha.

Ketamina: Muitas pessoas estão completamente viciadas nela, no entanto, as clínicas ainda não sabem bem o que é, nem o que faz a quem a usa. Aparentemente não provoca dependência física, nem efeitos secundários a longo prazo, levando os conselheiros a dizer apenas, “mmm…” e depois descartam-na como um desassociativo. Muito provavelmente, os viciados em K sentem-se conscientes em redor de pessoas que usam “drogas a sério” e nunca vão a tratamento ou a reuniões de AA/NA, o que é triste. Esta droga é uma merda pesada e fode-te o cérebro todo, totalmente.

Preguiça: Conheci uma senhora numa reabilitação que se chamava Ingrid. Era uma obesa viciada em crack (eu sei, é um paradoxo, mas eles existem) que tinha desistido completamente da vida. Quando entrou na clínica estava a ofegar, a fumar, sentada numa cadeira de rodas e a comer uma sanduíche de almôndega. Era incapaz de limpar o próprio cu, literalmente. Agradeci a Deus não ser enfermeira, e rezei ao menino Jesus para que ela NÃO fosse a minha companheira de quarto. A pele dela era cinzenta. Queixava-se como um professor de trompete e podia-se ouvi-la a ofegar mesmo através das paredes dos dormitórios.

Uma vez, durante o meu período de metadona, ofereci-me para dar umas voltas com ela. Não era forte o suficiente para mover a cadeira nem um centímetro. Era um peso morto, completamente. Um dia, depois de uma refeição, uma enfermeira disse-lhe que não podia fumar dentro do refeitório. Ela levantou-se, foi lá fora e acendeu um Kool. As enfermeiras estavam furiosas. A Ingrid afinal conseguia andar. Era totalmente capaz de se movimentar sozinha, mas decidiu andar de cadeira de rodas porque “não lhe apetecia andar”. A vaca era mesmo preguiçosa. Vê-la a ir lá fora para fumar aquele cigarro foi a primeira vez que senti uma emoção em quase uma década (uma coisinha chamada raiva).

Metadona: Existe algum substituto para a heroína? Os AA dir-te-ão que é “o alto poder da tua escolha”. A religião dir-te-á que é Deus. O teu cérebro, que é comida, sexo e dinheiro. Qualquer hospital e assistente social no mundo dir-te-á que é a METADONA. Que é um opiáceo administrado oralmente, portanto não é tão forte como injectar ou snifar. Mas quando estás pedrado, é como se fosse “cavalo”.

E a metadona cura totalmente o vício em heroína – ao dar-te um outro novo vício que é muito, muito mais difícil de curar! Tenho amigos que andaram na heroína durante 2 anos e na metadona os 12 seguintes. Sabes aqueles viciados na rua com o cabelo e os dentes a caírem? É maioritariamente metadona, não heroína. Em heroína coças a cara e assim, mas certamente não te faz cair os dentes. Como os médicos regulam a quantidade de metadona, podes ficar viciado nela para sempre. Se consumires heroína demasiado tempo, com a qualidade variando de saco para saco, eventualmente terás uma overdose.

Nicotina: Se não fores viciado em nicotina ao entrar numa desintoxicação, ao sair serás de certeza. É a fumar que se fazem amigos. Mas na vida real também o é, acho eu. É perfeito para pessoas conscientes que estão habituadas a empurrar todos os sentimentos pela goela abaixo e não sabem o que fazer com as mãos quando estão com pessoas e toda a gente está a falar e não se sabe o que dizer.

Bloqueadores de opiáceos: Ouvi dizer que isto ajuda o processo de abstinência, mas na maioria das comunidades de drogados são conhecidos como algo que só os meninos ricos tomam. Diminuem a dor, mas nunca o desejo. Caso em questão: uma vez vi um miúdo a estourar 100 dólares em dez sacos de droga, chutá-los todos e não ficar pedrado. Ele pensava que podia aniquilar os bloqueadores com aquela quantidade, mas aqueles cabrões são como um milhão de Incríveis Hulks microscópicos designados a barrar a entrada da moca no cérebro. O miúdo ficou super chateado.

O Poço: Na minha desintoxicação este era o sítio onde todas as noites nos encontrávamos depois de apagadas as luzes, para discutir problemas, preocupações, medos e queixas. A primeira vez que lá fui, era noite de “eleições” e votámos em quem iria realizar as tarefas dessa semana (despertar, varrer, lavar a louça, etc.). Para votar simplesmente levantava-se a mão UMA VEZ. Quando digo que foram precisas cerca de cinco tentativas para se seguir este método de votação, não estou a brincar. Os viciados, conhecidos pela sua capacidade de falhar, não seguiam as indicações muito bem. Não conseguia deixar de rir quando nos perguntavam se havia alguma queixa sobre companheiros de quarto e uma senhora chamada Stephanie dizia que queria trocar de quarto porque a sua companheira “guardava frango debaixo da cama! Cheira mal!”

Desistir: Cerca de 80 por cento dos pacientes internos não aguentam o processo completo de 28 dias. É muito difícil e intenso, portanto desistem. É engraçado quando as pessoas “fogem”, como a personagem de Luke Wilson faz em “Bottle Rocket”, porque se tiveres mais de 18 anos e estás lá por decisão judicial, podes sair quando quiseres. Um dia toda a gente na clínica estava em pânico porque um tipo estava desaparecido há cinco horas. Toda a gente gostava muito dele e era bem-parecido, portanto era o assunto do dia – ninguém o queria ver sair de lá. Veio a saber-se que simplesmente saltou a vedação e andou cinco quilómetros até ao Starbucks.

Companheiros de quarto: São sempre uma merda. Tive uma senhora que toda a gente chamava de “Tomate num Palito” porque era mesmo muito magra mas tinha uma enorme cabeça vermelha (capilares rebentados causados pela bebida). Falava também como um robô e perguntava todos os dias se podia usar a minha roupa (inapropriado – ela tinha 55 anos). Depois tive outra senhora que nunca se calava e de cada vez que outra pessoa falava, fazia aquela coisa irritante que as pessoas que não ouvem fazem – abanava a cabeça muito rápido com os olhos fechados, tipo “sim, sim, sei o que estás a dizer”. Peidava-se constantemente enquanto dormia, e tomava banho e cagava de porta aberta. Uma vez até a apanhei a masturbar-se! Uh!

Sexo: O que toda a gente que trabalha numa clínica quer são duas pequenas coisas: 1) que pelo menos uma pessoa esteja sóbria; 2) que ninguém foda. Em clínicas melhores puxam as regras de fraternização a sério, o que leva os pacientes internos a desejá-lo ainda mais. Sentimo-nos atraídos até pelos membros medíocres do sexo oposto porque a escolha é muito má, especialmente confinados a uma comunidade tão grande como o Shire.

O apetite sexual vem com vingança, portanto não te sintas esquisito ou culpado por fantasiar ter sexo atrás da lavandaria com aquela drogada de 18 anos do Minnesota. Aproveita isso. Sempre tiveste um desejo secreto de foder uma anoréctica de 60 anos com mamas descaídas? Agora podes fazê-lo e não tens de lhe ligar nem nada parecido. E ignorá-la no dia seguinte é fortemente encorajado. O mais provável é ela ignorar-te também.

Comunidades Terapêuticas: As CTs diferem das clínicas de desintoxicação porque as pessoas que normalmente entram nestas coisas não necessitam de reabilitação, mas sim de ficarem habilitadas, porque usualmente são sem-abrigo. Bloods e/ou Crips, mães solteiras e o resto do lixo da sociedade que, em primeiro lugar nunca soube viver correctamente. O sistema nestes sítios normalmente difere das confortáveis luxúrias de uma clínica normal para viciados. Para começar, usam tácticas de “amor duro”, o que basicamente significa que gritam e te chamam nomes, como uma abordagem do estilo, destroem-te para te construírem de novo. Soa realmente engraçado quando estás a meio de uma ressaca. Em clínicas com maior nível, existe um conselheiro para cada paciente. Nas CTs há um conselheiro para 11 pacientes. (Mas só para saberem, nos dois casos a taxa de recuperação é a mesma: 8 por cento).

Análises à urina: As pessoas levam drogas para as clínicas. Facto. São normalmente pessoas que estão lá obrigadas por lei e estão apenas a tentar diminuir o consumo para baixar a sua tolerância. São pessoas que já estiveram em desintoxicações e reabilitações 30 ou mais vezes e são mais uma razão para as companhias de seguros serem cautelosas. Se suspeitam que estás a usar, a tua urina vai ser testada. Se a urina aparece contaminada (e és um paciente obrigatório), vais para a cadeia. Se és voluntário, apenas és expulso. Estes testes são surpresa e a enfermeira fica mesmo lá a ver-te mijar.

Extracto de baunilha: Uma mulher contou-nos uma história de como uma vez ela precisava mesmo de beber e, porque o marido tinha deitado fora todo o álcool que tinha em casa, ela bebeu uma garrafa inteira de extracto de baunilha. Contém 35 por cento de álcool. Pensava que era uma história de esposa, mas parece que é mesmo verdade.

Período de abstinência: Não lhe chamam o cold turkey por coincidência. Estou a falar a sério. A expressão vem dos sintomas de abstinência de heroína. Ficas com arrepios, tipo pele de galinha, nem que estejam 32ºC lá fora. E “isto está a bater” não é apenas uma forma bonita de se dizer, porque as tuas pernas começam a dar pontapés involuntários devido aos espasmos musculares. Dói tanto que te tornas numa espécie de criança em loucura temperamental. Os conselheiros chamam aquilo de “cadeiras musicais” porque depois de te sentares num sítio e pensares que finalmente estás a sentir-te relaxado, começas aos pontapés e vais para outra cadeira. Depois de passares por todas as cadeiras da sala, rendes-te à sanita, a única cadeira que abre as mandíbulas para receber as quantidades absurdas de diarreia que terás. Convém também ter um balde no colo, porque todos aqueles anos de activadores de dopamina a bloquear a dor que supostamente terias, por exemplo, ao cortares-te com papel vai chegar dez vezes mais forte. É como ter uma mangueira de vómito na boca, apontada para fora. Isto é o teu corpo a reagir ao facto de seres um completo idiota com ele.

Pior é quando começa a terapia de grupo. Aí é que começa a dor a sério. Vomitar e cagar não é nada comparado com fazer um inventário pessoal (uma lista escrita com tudo em que és um cagalhão inútil). A abstinência física de opiáceos dura apenas cinco dias. Em comparação, é canja

Clínicas extra especias: Apenas para celebridades. A Promises é aquela que o Ben Affleck frequentou e os preços nem estão listados no site. Liguei e disseram que me ligariam entretanto e nunca o fizeram. Na Promises tens um chef pessoal, um quarto com varanda privada e terapeutas especializadas que sabem lidar com egos inflacionados e super estrelas, sem os bajular muito. No Cirque Lodge, onde andou a Mary Kate Olsen, tens um jacuzzi privado, sauna, cabeleireiros e salas de massagem.

Há também a Equine Therapy, onde os Mötley Crüe estiveram (Sierra Tucson). Acho que o nome vem de acariciar cavalos para te fazer sentir melhor, o que faz sentido porque os cavalos transmitem boas vibrações.

Bocejar: O primeiro sinal de abstinência da heroína é bocejar muito.

Borbulhas: Quando te desintoxicas, sai tudo por todos os poros do teu corpo. Suas como o David Dinkins numa conferência de imprensa e nascem montanhas de acne da noite para o dia.

Deixar as drogas é uma merda. Tornas-te num membro de um culto, gordo, suado e cheio de borbulhas. Os teus amigos deixam-te porque já não festejas como antes, e apercebes-te que te sentes desconfortável perto da maior parte das pessoas, e as pessoas sentem-se desconfortáveis em teu redor.

Mas só voltar ao mundo real depois de uma desintoxicação é como uma droga – é muito mais intenso do que o ácido. A tua nova vida é muito mais fixe do que alguma trip que tenhas tido, mas definitivamente não tão boa como a tua melhor moca. Espera, isto faz sentido? Não sei, estou toda pedrada. Estou a brincar.

LESLEY ARFIN


ATERRADOS

30/04/2010


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Aqui estão 56 fotografias de dorminhocos tiradas por Vito Fun, que diz, “sempre que alguém adormece ou desfalece, combato o desejo de lhes desenhar bigodes na cara e limito-me a tirar-lhes fotografias até acordarem. Depois de anos a fazer isto cheguei à conclusão que as pessoas são feias quando dormem”.

FOTOGRAFIAS POR VITO FUN


OS PIORES SÍTIOS ONDE JÁ DORMI

30/04/2010


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Supostamente, dormir bem é um dos factores mais importantes para ter um estilo de vida saudável. Desde os meus cinco anos que tenho insónias, e desde então, não tenho tido preocupações algumas em qualquer que seja o sítio onde durma. Normalmente culpo a minha baixa motivação, o meu sistema imunitário de merda e uma falta de dinamismo na minha traumática política de sono. Aqui vão uns sítios asquerosos para dormir.

5. O beliche de cima num hostel em Paris

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Quando tinha quinze anos enviaram-me para Paris para entrevistar uma banda sozinha. O meu patrão marcou-me um hostel, mas garantiu-me que, mesmo sendo estupidamente barato, teria um quarto só para mim, limpo e arrumado. Estava tão enganada. Nessa noite, depois da entrevista, carreguei dois sacos enormes cheios de equipamento de filmagem e um tripé maior do que eu de volta para o hostel. Quando abri a porta vi dois beliches, apenas com mais um lugar para mim. Não queria acordar ninguém portanto subi para o beliche de cima no escuro, calcando a cara de alguém no processo. Dormi completamente vestida, abraçada à minha câmara, a chorar. Quando acordei a câmara tinha desaparecido.

4. Encostada à minha porta, de pé

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Costumava viver num apartamento horrível, numa cave em Clapton. Era possível entrar no meu quarto pelo exterior e toda a gente se odiava. Resultado disso, passei lá muito pouco tempo, e frequentemente precisava de coragem holandesa antes de entrar. Uma manhã acordei encostada à porta do meu quarto, no corredor sem me lembrar de nada da noite passada. Alguém me abriu a porta e caí dentro do quarto, deparando-me com um bando de gente nua na minha cama. Devem ter fechado a porta na minha cara durante a noite e eu aterrei ali, de pé. Pelo menos já estava vestida, portanto pude ir logo trabalhar.

3. Vários bancos de parque



Às vezes, quando estamos todos bêbados e a viagem para casa é penosamente longa, dormir umas horinhas ao relento parece ser a melhor ideia de sempre. Costumava fazê-lo sempre e demorou tempo a perceber a situação de merda que realmente é. Lembro-me de estar deitada debaixo de uma caixa de cartão no Regents Park com o meu namorado, a emborcar uma garrafa de White Lightning, e a pensar o romântico que aquilo estava a ser. Quatro horas depois o sol já tinha nascido, o barulho dos carros era impossível e nenhum de nós tinha dormido. Passei o dia todo a vomitar e a manter-me, pelo menos, a meio metro das pessoas, no caso de eles conseguirem cheirar o mijo que não reparei que cobria todo o banco onde tinha estado.

2. Na cave de uma bodega em Nova Iorque

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Há uns meses atrás decidi ir para Nova Iorque sem dinheiro. Dei cabo do meu telefone na neve durante a viagem quando estava chateada e não tinha forma de contactar as pessoas com quem estava. Gastei o meu dinheiro todo nos táxis, de Manhattan a Brooklyn, a tentar encontrá-los, três vezes. Não consegui. Comecei a ter um colapso mental no táxi e o taxista deixou-me numa esquadra de polícia e disse “diz isso aos polícias, porque eu não sei o que fazer!” Fui a um restaurante aberto 24 horas mesmo ao lado e desatei a chorar junto à máquina de café e desabafei com um miúdo latino de 14 anos. Deixou-me lá dormir e indicou-me o caminho para um quarto escuro na cave, com um colchão no chão e uma pequena televisão, (presumivelmente o local tinha sido limpo depois do último massacre). Pôs uns desenhos animados mexicanos e disse que me acordava às 10h. Tentei ao máximo ficar acordada mas deixei-me adormecer, apenas para acordar, na manhã seguinte, com a cara dele a dez centímetros da minha. Empurrei-o e fugi, pisando-lhe a erecção.

1. A minha própria cama

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Como o falecido Michael Jackson uma vez disse, “partilhar a cama com alguém é algo sagrado”. Desde sempre fui horrivelmente preguiçosa. E horrível. Na semana passada eu e uma amiga chegámos a casa, derrubámos os cinzeiros e as latas de cerveja antes de desfalecermos na minha cama. Encontrei um calmante na almofada, engoli-o e aterrei. Na manhã seguinte a minha amiga acordou com uma embalagem colada à cara e um preservativo num copo de água que ela tinha tentado beber. Agora sei que a minha cama é como a cama da Tracy Emin, tivesse esta tido um terrível colapso sexual. Se quero ter experiências sagradas com rapazes loiros menores de idade, tenho que compor a minha vida.


ENID BIRCH


O DIÁRIO ANIMAL DE MADI JU

29/04/2010


gato

Quando a Madi Ju e o Patrick Tsai (aka o casal My Little Dead Dick, aka as duas pessoas que nos fizeram reacreditar no amor, nas relações sino-japonesas e nos foto-diários) acabaram, ficámos destroçados. Depois, a Madi foi lançar a Vice China e mandou-nos um monte de histórias incríveis. Mostramos aqui uma série de fotografias que ela tirou com animais da França, Índia e China.

FOTOGRAFIAS POR MADI JU


OS WEBBIES: JÁ VOTARAM, CERTO?

29/04/2010


webby
Malta, não queremos estar a chatear muito. Só mesmo lembrar-vos uma última vez que o sol se está a pôr rapidamente, esta é a última oportunidade de votarem em nós para os Webby Awards. Hoje é o último dia, e enquanto estamos praticamente certos que vamos arrasar a competição (dois tipos a pescar sável americano, uma reportagem do New York Times sobre água contaminada, e uma viagem de família para pescar na Colômbia Britânica… por favor), era bom ter o vosso dedo gigante de espuma cibernético a torcer por nós.

Lembrem-se, é uma vez para o Vice Guide to Liberia, e outra para o Gun Markets of Pakistan.

Aqui vão as instruções labirínticas novamente:

1) Vão aqui e criem uma conta.

2) Depois de se registarem irão receber um e-mail de activação de conta. Vão à vossa caixa de correio, abram o e-mail, cliquem no link. Serão redireccionados para a fantástica página inicial (em flash) dos Webby, que vos fará vomitar se olharem muito tempo para ela.

3) Cliquem “Online Film & Video” na barra de navegação no topo do browser.

4) Escolham a categoria “Travel & Adventure”.

5) Procurem para baixo até encontrarem o “Vice Guide to Liberia” e cliquem em “Votar”. Será pedida uma confirmação através de uma caixinha que diz “Cast Your Vote”. Cliquem nesse cabrãozito.

6) O voto foi confirmado para o “Vice Guide to Liberia”. Agora, outra vez, cliquem em “Online Film & Video” na barra de navegação no topo do browser.

7) Escolham a categoria “News & Politics: Individual Episode”.

8) Percorram a página até “Gun Markets of Pakistan”. Cliquem no botão “Vote” uma vez mais. A caixinha vai aparecer outra vez. Confirmem essa merda. Já está. Muito obrigado. Agora relaxem e desfrutem de uma bebida refrescante.


A CNN ADORA A VBS

29/04/2010


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Sabem que mais? A VBS está outra vez na CNN e desta vez por causa do nosso documentário sobre a indústria do cinema na Coreia do Norte. Nunca ouviram falar? Não faz mal. Não eram os únicos.

VER O DOCUMENTÁRIO.


MÚSICA CEREBRAL

28/04/2010


cerebro
O Dr. Dan Lloyd é um cromo da música no sentido mais literal do termo. Ele faz música a partir de exames a cérebros e toca-os num estilo electro-psicadélico. É um “neuro-filósofo,” ou “hippie inteligente,” que dá aulas na Trinity College em Connecticut. Hoje à noite os The Lickets tocam no Issue Project Room, em Brooklyn, com música que o Dan fez com imagens de actividade cerebral. Sondei o cérebro do Dan para tentar compreender como a sua música funciona.

Podes descrever aquilo que fazes?
Sim, começa com um scanner cerebral que produz uma série de números. Quando vez uma imagem cerebral normal, o que tens são números reestruturados em imagens, mas eu pego nesses mesmo números e reconstruo-os como sons. Pensa em diferentes partes do teu cérebro como se fossem instrumentos musicais ou mesmo teclas num piano, e quando essas partes estão mais activas, uma altura maior nas notas, ou uma intensidade diferente vem daí. Eu junto tudo, depois ponho num computador e aquilo torna-se em som.

OK, então estás só a atribuir diferentes sons a picos na actividade cerebral?
Exacto, uso as propriedades da actividade cerebral para determinar as propriedades do som. Existem muitos picos, portanto se esses picos se tornam mais ou menos activos, as notas tornar-se-ão mais fortes ou mais fracas, e o que sai daí é uma toda textura, uma textura melódica e harmónica. No entanto, há diferentes modos de a mapear, às vezes deixo as propriedades cerebrais determinar a intensidade, outras vezes determina os harmónicos, outras vezes as alturas das notas e por vezes uma mistura de todas. Portanto há diferentes formas de o fazer, todas igualmente válidas porque transformam a informação de qualquer modo.

Soa mesmo electrónico.
Sim, é tudo feito numa linguagem de programação científica chamada Matlab.

Os sons electrónicos são muito bons, mas alguma vez pegaste nalguma da tua música e a tentaste tocar com um banjo ou uma garrafa de whisky?
Bem, já a fiz antes usando mini-sintetizadores. Os The Lickets vão fazê-lo no concerto de quarta à noite. Compus música a partir de uma imagem cerebral e enviei-a para os The Lickets. Portanto eles vão usar o cérebro como música instrumental ao vivo.

Psicadélico. Se uma pessoa está zangada ou a pensar em demasiadas coisas, isso afecta a música?
Bem, o nível de actividade aparece. Não estou certo sobre emoções em específico sem realmente experimentar. Depende da informação que tenho se posso ou não comparar raiva com não-raiva. Mas, por exemplo, entre pessoas saudáveis e pacientes esquizofrénicos existe uma diferença audível que quem ouve pode perceber bastante bem.

Qual a diferença entre uma pessoa com esquizofrenia e uma pessoa normal?
As áreas cerebrais de um paciente esquizofrénico tendem a oscilar mais rapidamente. Então as notas ficam mais agudas, se o mapeares dessa forma, ou as notas ficam mais agudas ou mais graves mais rapidamente – por outras palavras o ritmo é mais rápido num cérebro esquizofrénico. Isto está confirmado mesmo sem a música, só a olhar cientificamente para as estatísticas do próprio cérebro. Portanto o que ouves é o que lá está.

Como te apercebeste que podias fazer música a partir de actividade cerebral.
Sempre me impressionei pela complexidade do cérebro e pela consciência. Ocorreu-me há talvez sete anos que uma forma de simultaneamente obter muita informação complexa é através do som, porque os ouvidos podem discriminar diferentes frequências sem as manchar todas. E então pensei, bem, isto é informação complexa, devo conseguir converter isto em som de alguma forma.

Será que as pessoas burras fazem pior música do que as pessoas inteligentes porque não têm tanta actividade cerebral?
Não o esperaria. Acho que a verdadeira lição em toda esta música cerebral é que de diversas formas, somos todos bem semelhantes. Estamos todos a fazer sintonias o tempo inteiro, e não é assim tão diferente se estás a descansar e aparentemente a fazer nenhum ou a fazer algo intensamente intelectual.

Consegues apenas olhar para os resultados e dizer se aquilo vai dar boa música ou não? Ou tens de mapear tudo e ouvir primeiro para ver o que tens?
Consigo apenas olhar para os resultados, acho. Já dediquei várias horas a isso.

Achas que alguma vez terás meninas sexy a curtirem como loucas a tua música cerebral em discotecas?
Bem, os meus alunos têm aquilo nos ipods, portanto não sei se será um primeiro passo para isso ou não. Mas os The Lickets vão adaptar aquilo ao seu estilo de música, portanto gosto de pensar que sairá no próximo álbum deles.

Então como parece a informação crua do cérebro antes de a converteres em música?
É parecido com quatro gigabytes de números. Podes considerar aquilo como um simples fluxo, ou então como uma folha de trabalho gigante, e cada folha é uma diferente zona do cérebro. Onde há mais actividade fisiológica o número é maior, portanto é tipo a bolsa de valores em de 20 a 100,000 gráficos diferentes. Basicamente é enorme. O desafio da neurociência é lidar com essa enormidade.

Em média, quanto tempo leva desde que tens a informação crua até que a tornes em música?
Terei que dizer que pode levar de semanas a meses, muito porque existem tantas possibilidades dentro da informação. Estou constantemente à procura de formas de a mostrar com mais clareza.

Music of the Hemispheres from Index Magazine on Vimeo.


JONATHAN SMITH
(Vice US)


MONTES DE T-SHIRTS DOS SONIC YOUTH

28/04/2010


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Há muitas t-shirts de grandes bandas que já não se podem vestir sem ser gozado. Clássicos como as dos Motörhead, The Ramones, Black Flag e Slayer foram arruinadas para sempre desde que apareceram vestidas por gajos como o David Beckham, por estudantes e pelas WAGs (namoradas e mulheres dos jogadores da selecção nacional inglesa). A t-shirt Goo é outra que tal.

Felizmente, os Sonic Youth produziram mais que uma t-shirt. De facto, até parece que fizeram milhões delas. Até puseram a t-shirt Washing Machine na capa do álbum, o que foi ousadamente pós-moderno. Enfim, aqui, quase por ordem cronológica, mostramos mais t-shirts clássicas dos Sonic Youth.

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Esta é estranha. Na frente é Bad Moon Rising, uma imagem de 1985, mas na parte de trás está a letra de “Expressway to Yr Skull” (aka “A crucificação de Sean Penn”, ou Madonna, Sean e Eu”). E essa música, que qualquer puto de 17 anos que use a Goo não te vai dizer, é que era do seu álbum seguinte, EVOL – mais um paradoxo trazido pela malta do merchandising que estava por detrás do enigma Washing Machine. Apesar disso, a imagem da The Death Valley 69 é demais.

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Esta é a “Expressway…”. Com uma ilustração brutal, não? A preta da esquerda é a original e a da direita, tipo surf new wave, é a versão que existe hoje. Tenho a certeza que se a Zara vendesse isto iria tornar-se na Goo parte dois.

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Estas são todas de 1987 da altura do Sister/The Withey Album. A t-shirt branca Sonic Life é fixe, mas parece que hoje em dia só a fazem em preto. A Ciccone Youth também é muito boa, o ódio-a-Madonna deles na altura era bastante intenso. Deve ter sido onde os Crystal Castles foram buscar a ideia.

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Nestas, mais difamação a Madonna. Não faço a mínima ideia quem é a senhora na outra t-shirt. Pode ser a Winona Ryder ou a Patricia Arquette.

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A camisola Daydream Nation tinha uns símbolos gregos no peito, enquanto que nas costas tinha o nome do álbum e, ao que parece, uma das mais longas tours de sempre. Antes de a usar gostaria de saber o que significam os símbolos.

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Um quarteto estranho: a Dirty tour t-shirt, a Disappearer, algo sexy e vermelho o que não parece nada o merchandising Sonic Youth, e a Goo branca que foi provavelmente usada por um artista de banda desenhada muito conhecido.

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OK, é a Dirty outra vez, mas parece que tem o logotipo no outro lado. Para além de mim, há mais alguém que ligue a estes detalhes?

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Esta Sugar Kane é uma ideia fixe, mas na verdade fica mesmo mal. As imagens são de segunda categoria e a fonte é, intencionalmente ou não, horrível. Os miúdos que compraram esta t-shirt estavam mesmo em dia não.

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Esta é um clássico.

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Esta é mesmo terrível, e é admirável que os Youth a tenham feito com mangas compridas, porque o mundo precisa de mais t-shirts de manga comprida que não sejam de bandas de metal. Infelizmente parece que está ao contrário. Sou um gajo à antiga: gosto da minha cerveja fresca, a minha televisão alta e a tour nas costas.

E pronto. A banda favorita dos lendários nova-iorquinos que toda a gente adora, que já andam por cá à cerca de 30 anos e durante esse tempo, eles produziram muitas t-shirts espectaculares, a maior parte delas melhores do que a sobrevalorizada Goo. E mais, sabiam que a imagem de Goo é uma referência aos assassínios Moors. Foram uns assassinatos de crianças na Inglaterra que também inspiraram a letra de “Suffer The Children” dos Napalm Death.
OH NÃO, ESPERA! Tenho uma t-shirt bónus.

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Yep, fizeram uma t-shirt para um episódio dos Simpsons.

Todas estas tees, e mais algumas estranhas promoções como purificadores de ar e tampões para ouvidos podem ser encontrados aqui.


JONATHAN ROCKWELL
(Vice UK)


CALENDÁRIOS E MAMAS

28/04/2010


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Quando Botana Skuteč decidiu publicar calendários com posters nos finais dos anos 70 na antiga Checoslováquia, foram dos primeiros a fazê-lo. Dez anos depois, nos finais dos 80, havia um calendário em cada escritório, casa de banho e armazém do país.

Depois da ideia do calendário-poster ter aparecido, mostrar raparigas sensuais foi quase inevitável, mais do que uma “decisão”. No início eram conservadores. As modelos vestiam apenas vestidos, t-shirts ou calções. Com o passar dos anos, a concorrência aumentou e rapidamente começou a revelar-se mais, até se mostrarem as mamas! Botana não teve praticamente nenhum protesto por parte dos camaradas ou do Sindicato das Mulheres. Quando as mamas foram mostradas, a coisa espalhou-se tão rapidamente como se fosse um vírus transmitido pelo ar. Durante os anos 80, era praticamente impossível ir a qualquer lado da antiga Checoslováquia sem recordar em que mês estávamos e o nosso apelo por mamas.

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A moda da rapariga de calendário continuou até mesmo depois da revolução, mas apenas por alguns anos. Depois das empresas nacionais terem sido privatizadas, excêntricas revistas de porno hardcore substituíram o erotismo soft, tão comum durante a queda do comunismo. Falamos com Jiří Krejčí, o mentor da publicidade de Botana nos anos 80 e responsável pelas mamas.

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Vice: De quem foi a ideia de pôr raparigas nos calendários?
Jiří Krejčí: Foi só uma moda, foi algo que vimos que se fazia no estrangeiro e também quisemos fazer. Os nossos calendários saíram na segunda metade dos anos 70. Graças aos nossos designers, Botana tinha uma boa reputação, por isso podíamos fazer muitas coisas.

Como era feita a escolha das modelos?
Colaborávamos com fotógrafos, principalmente de Praga. Eles tinham as suas próprias bases de dados de modelos. Todos os anos, um fotógrafo trazia-nos algumas fotografias como sugestão e nós simplesmente escolhíamos a que gostávamos mais.
E os camaradas da Comissão Cultural não tinham nada a dizer sobre isso?
Não, todas as fotografias passavam sem qualquer problema. Mesmo não tendo uma comissão de inspecção acima de nós, tínhamos que ter algum cuidado. As fotografias não podiam ser muito atrevidas. Era tudo baseado no senso comum, nós não queríamos ir muito longe. Na altura tivemos algumas queixas, mas nós sabíamos muito bem o que estávamos a fazer, por isso não demos grande importância.

Obrigado a Jaroslav Bouška e ao Skuteč Museum

MÍRA VALEŠ

(Vice Républica Checa)


DESIGN DE INTERIOR ESLOVACO

28/04/2010


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As nossas amigas Alana Lake e Fayann Smith acabaram de fazer um viagem a uns montes da Eslováquia, na Europa de Leste. O que significou ter que cagar na “casinha” e comer montes de queijo, mas voltaram com estas excelentes fotografias das casas dos seus anfitriões, que podes usar para fazer todo o tipo de generalizações sobre os eslovacos que vivem pelo mundo fora. Até mesmo sobre Hillel.

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